Poucas situações geram tanta insegurança na carreira impedir atleta de treinar pelo próprio clube.
Seja no futebol, vôlei, basquete, artes marciais ou qualquer outra modalidade esportiva, a possibilidade de ser impedido de participar das atividades diárias afeta não apenas o desempenho esportivo, mas também a valorização profissional, a condição física e até mesmo o futuro da carreira.
Infelizmente, situações dessa natureza são mais comuns do que muitos imaginam.
Em diversos casos, atletas deixam de participar dos treinamentos por conflitos internos, divergências contratuais, mudanças de gestão, questões disciplinares ou até mesmo por represálias relacionadas a reivindicações de direitos.
Diante desse cenário, surge uma dúvida importante: o clube pode impedir um atleta de treinar?
A resposta não é tão simples quanto parece.
Existem situações específicas em que determinadas restrições podem ser legítimas. Contudo, também existem casos em que o afastamento dos treinamentos pode representar abuso de direito, assédio moral desportivo, descumprimento contratual e até gerar indenizações.
Neste artigo, vamos analisar detalhadamente o que diz o Direito Desportivo sobre o tema, quais são os direitos dos atletas profissionais e quando o impedimento de treinar pode ser considerado ilegal..
Sumário de Conteúdo
- O treinamento é um direito do atleta?
- O que diz a legislação esportiva?
- O atleta contratado tem direito de participar dos treinamentos?
- Existe diferença entre não ser escalado e ser impedido de treinar?
- Quando o clube pode afastar um atleta dos treinamentos?
- O afastamento pode configurar assédio moral desportivo?
- O chamado “treino em separado” é legal?
- Quais prejuízos o afastamento dos treinamentos pode causar?
- O clube pode usar o afastamento para forçar uma rescisão?
- O atleta tem direito a indenização?
- Como o atleta deve agir diante de um afastamento injustificado?
- Advogado para atleta impedido de treinar


